Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

9 de Maio: nascimento da Europa Comunitária

Depois da 1ª Grande Guerra entre Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918. (Última Guerra Feudal visto que a Europa, velho continente, sempre viveu em longas e fratricidas disputas), esta lamentável “forma de vida” só viria a ter termo após e na sequência da Segunda Guerra Mundial (19391945), que opôs os Aliados às Potências do Eixo, tendo sido o conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade. As principais potências aliadas eram a China, a França, a Grã-Bretanha, a União Soviética e os Estados Unidos. O Brasil integrou os Aliados em 1943. A Alemanha, a Itália e o Japão, por sua vez, perfaziam as forças do Eixo. Muitos outros países participaram na guerra, quer porque se juntaram a um dos lados, quer porque foram invadidos, ou por haver participado de conflitos laterais. Em algumas nações (como a França e a Jugoslávia), a Segunda Guerra Mundial provocou confrontos internos entre partidários de lados distintos. Portugal, como é do conhecimento geral, “jogou” nos dois tabuleiros.

 

Tanto a Itália como o Japão entraram na guerra para satisfazer os seus propósitos expansionistas. As nações democráticas (como a França, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América) opuseram-se a estes desejos do Eixo. Estas nações, juntamente com a União Soviética, após a invasão desta pela Alemanha, constituíram a base do grupo dos Aliados.

 

Dos argumentos que se argúem, como “razões” para esta guerra, são entre outros; o crack 1929 da Bolsa de Nova Iorque, recessão mundial, na Alemanha há 3 milhões de desempregados, inflação astronómica, ameaças de separatismo e a frágil democracia alemã de Weimar. E, não menos importante, a disputa pelas minas do Vale do Ruhr que também terá pesado na decisão de Hitler.

 

Estas minas situam-se no Estado da Renânia do Norte-Vestfália, de maior tradição mineira, desempenham, como sempre desempenharam, um papel-chave na economia da região e em grande parte da própria Europa.

 

Das 183 minas de carvão existentes na Alemanha, oito ainda estão em operação e garantem o sustento de 34 mil trabalhadores. No final da década de 50, mais de 600 mil pessoas viviam da mineração. O Vale do Ruhr era considerado o coração do milagre económico alemão e a mineração, o motor da economia.

 

Na "era do ouro negro", as cidades e os barões do carvão brigavam pelos trabalhadores e até os trilhos do bonde eram construídos com larguras variadas para dificultar o acesso entre cidades vizinhas, evitando que habitantes de uma cidade passassem à concorrência por uns trocados a mais.

 

A área compreende 11 municípios e quatro comarcas e abriga o maior parque industrial da Europa. As principais cidades desta região são Dortmund, Essen, Oberhausen, Bochum, Duisburg, Bottrop, Hagen e Gelsenkirchen. Com 5,5 milhões de habitantes, a densidade demográfica média é de 1222 habitantes por quilómetro quadrado.

 

Na sequência da guerra, dois acontecimento de primordial importância acabam por ter lugar neste velho mundo: um foi a criação do Plano Marshall como forma de dar resposta à reconstrução de grande parte das cidades sobretudo da Europa Central que tinham ficado completamente arrasadas pelos bombardeamento; o outro foi a criação da CECA ou Comunidade Europeia do Carvão e do Aço foi criada em 1951 no Tratado de Paris. Este foi o primeiro passo concreto com vista à integração e também para evitar outra Guerra Mundial.

 

Os seus inspiradores foram Robert Schuman, ministro francês dos Negócios Estrangeiros, e Jean Monnet, o seu primeiro presidente. E foram 3 os países fundadores: França, Itália e Alemanha Ocidental.

A 9 de Maio de 1950 o então ministro francês lançou a ideia de juntar numa alta autoridade comum e organização aberta à participação de outros países da Europa para a produção de carvão e do aço e como forma de controlo da sua comercialização e valoração, até porque era necessário acompanhar a reconstrução da economia de vários se não todos os países e a própria América disso tirava, também, vantagens.

 

A CECA tinha como objectivo a integração das indústrias do carvão e do aço dos países europeus ocidentais e é também a primeira vez que havia transferência dos direitos de soberania de alguns estados para uma instituição europeia.

 

É na sequência da criação desta comunidade que hoje temos a União Europeia, ainda que desde a origem dessa iniciativa, tomada em boa hora por Robert Schuman e Jean Monnet (por isso são chamados “pais” da Europa), tenha tido a evolução que todos (mais ou menos) lhe conhecemos e que continuar por concluir.




publicado por EBranquinho às 09:45
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. O Espelho dos outros, ...

. Nova tabela para indemniz...

. Dia Mundial da Poupança

. 25 Milhões, ... É muito €...

. A Igreja Católica, também...

. “Flexiguraça” = a gestão ...

. Aristides de Sousa Mendes

. O espelho dos outros, ...

. Portugal em 28.º lugar no...

. O Preço do Dinheiro, cada...

.arquivos

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Agosto 2006

blogs SAPO

.subscrever feeds