Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

O PAT/LUDA “PARQUE PERIFERICO NORTE DE LISBOA”

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles (in Boletim Lisboa Urbanismo, nº 1 – Ano 1998) chama-lhe PARQUE PERIFERICO, designando-o na sua constituição como “... uma estrutura continua reticulada em relação à cidade que vai desde o Parque de Monsanto até à Ameixoeira, abrangendo quintas e os conjuntos históricos de Carnide e Paço do Lumiar.

 

Este conceituado arquitecto defende que no parque deveriam ser integradas as seguintes preocupações/funções ecológicas e ambientais:

Regulação do regime hídrico e cintura verde através de uma boa gestão do curso de água que corre no vale da Ameixoeira o que permitiria a presença permanente de uma rede de vegetação sempre verdejante cujo contributo para uma melhoria de clima e ambiente seriam inquestionáveis;

Recreio, desporto e turismo seriam promovidos através de criação de circuitos de manutenção, passeios pedestres e ciclo-pedestres e, porque não, criação e desenvolvimento de actividades equestres. Aproveitar-se-ia a existência de um conjunto diversificado de museus na zona promovendo-se diversas actividades nos seus próprios espaços verdes;

Espaço de cultura e educação que deverá ser promovido quer através da revisitação a locais históricos, recuperação de tradições (apanha de azeitona, culturas hortícolas, pastorícia, lagares, etc.) num perfeito reencontro com a natureza e os saberes antigos. As escolas devem ser envolvidas;

Promover a produção de bens de primeira necessidade. As populações que vivem  na área abrangida pelo parque são constituídas, em grande numero, por agregados familiares de baixos recursos  muitas delas a necessitarem de subsídios estatais. Haveria que canalizar muitas das energias desaproveitadas para actividades silvícolas;

A humanização de todo o parque terá de ser feita através de uma verdadeira e completa integração das populações residentes, reconstruindo e repovoando os bairros antigos, criação de postos de trabalho e proporcionando boas condições de segurança e aprazíveis, aos veraneantes e usufrutuários dos espaços verdes e eco-silvicolas.

 

Data de Dezembro de 2005 a proposta aprovada por unanimidade no executivo camarário de elaboração do Plano de Reabilitação Urbanística da Zona Histórica da Ameixoeira.

Em Fevereiro de 2006 foi apresentado e aprovado o Programa de Acção Territorial, no qual se referem estudos já anteriormente elaborados sobre o tema, nomeadamente:

Classificação de área critica, datada de 1992. Com esta data existe placa alusiva no descampado do lado direito de quem sobe a Calçada da Carriche;

Revisão do Plano Director Municipal de 1994;

Deliberação da Câmara nº 457/CM/97;

Despacho do vice-presidente da Câmara de 15 de Julho 2002;

Deliberação da Câmara de 30 de Junho 2005 (nº 379/CM/2005);

 

A elaboração do PAT deveria ter contado com os apoios consagrados na Resolução do Conselho de Ministros nº 143/2005 e concumitantemente com o plano tecnológico relativo às cidades criativas para a implementação das boas-práticas de participação e sustentabilidade, recomendadas pela União Europeia na Agenda XXI.

Já em 2003, havia surgido, o projecto europeu “Large Urban Distressed Áreas” entre nós conhecido por projecto LUDA, tendo sido escolhida Lisboa, em concreto a Ameixoeira, como uma das seis cidades europeias a intervencionar. Coordenado pela Câmara e entregue à Universidade Lusofuna, para o desenvolver no terreno, a sua implementação haveria de ser desenvolvida durante três anos.

O que temos visto de todo este processo seja ele chamado, PARQUE PERIFERICO, COROA NORTE, PLANO DE ACÇÃO TERRITORIAL, LUDA, PROTAML, PROQUAL, PRAUD, etc., etc., não tem sido mais do que projectos, estudos e mais projectos.

Alguém anda a governar-se em torno de papeis e reuniões à custa da inércia e do desgaste das capacidades praticas. Consta-se que alguém agora quer encomendar mais um estudo à Universidade de Evora.

É caso para dizer; deixem-se de entreténs e deitem mãos à obra, aproveitando os recursos na

turais enquanto eles ainda existem. Utilizem os dinheiros públicos (nacionais e comunitários) de forma criativa e em obra por todos utilizável.

Já basta de tanto desgoverno senhor(as)(es) da Câmara Municipal de Lisboa.

Paradoxalmente ou talvez não (esquemas) o site que nos é indicado para consulta ao projecto LUDA é o internacional e unicamente em inglês.

É preciso estarmos atentos à discussão actual da revisão do PDM e verificar até que ponto são atendidas ou desvirtuadas estas preocupações

 

publicado por EBranquinho às 14:56
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. O Espelho dos outros, ...

. Nova tabela para indemniz...

. Dia Mundial da Poupança

. 25 Milhões, ... É muito €...

. A Igreja Católica, também...

. “Flexiguraça” = a gestão ...

. Aristides de Sousa Mendes

. O espelho dos outros, ...

. Portugal em 28.º lugar no...

. O Preço do Dinheiro, cada...

.arquivos

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Agosto 2006

blogs SAPO

.subscrever feeds